A Zôla e Zazú nasceu de um pedido simples.
Minha sobrinha tem um pet shop, e meu filho trabalha com ela.
Um dia, ela perguntou se eu sabia fazer acessórios para os pets da loja — especificamente peças em EVA.
Como sou artesã, pesquisei, testei e consegui desenvolver os primeiros modelos.
Ela gostou tanto que comprou todos. E pediu mais.
Foi ali que algo mudou.
Ao ver as fotos dos pets usando os acessórios, percebi que o resultado estético era bonito. Mas algo me incomodava. Os materiais não pareciam confortáveis. Pouco tempo depois, minha sobrinha e meu filho confirmaram: as gravatinhas de EVA rasgavam com facilidade. Bastava puxar um pouco ao colocar no cachorro para danificar. Os laços funcionaram melhor, mas as gravatas não sustentavam a rotina do banho e tosa.
Aquilo foi decisivo.
Eu poderia continuar produzindo. Havia demanda.
Mas preferi questionar.
Pesquisei mais. Testei outros materiais. Fiz novos protótipos. Avaliei resistência, toque, estrutura, acabamento e praticidade na colocação.
Percebi que trabalhar com fita, feltro e tecido entregava mais conforto para o pet e mais durabilidade para o profissional.
Foi assim que a Zôla e Zazú começou a tomar forma.
Não nasceu de uma tendência.
Nasceu de uma observação crítica.
Desde então, sigo estudando, aprimorando técnicas e buscando conhecimento para elevar cada detalhe — porque acessório bonito não é suficiente. Ele precisa funcionar, durar e respeitar o pet.
A Zôla e Zazú nasceu da prática.
Do olhar atento.
E da decisão de fazer melhor.